... e mais uma vez você chega em casa
batendo o portão,
pisando no chão como se quisesse me agredir.
Sei que sentes que sou um peso em sua vida!
Não precisas falar... eu sinto!
Mil anos posso viver e a sensação de que sou apenas
uma pedra em seu caminho sempre estará presente
na minha sensibilidade!
Não consigo compreender porque continuo aqui
e porque deixo que você continue fazendo parte da minha vida.
Entre casamentos e separações já se vão quase 30 anos
e até hoje não compreendi porque continuo presa
e a marrada a essa prisão...
Devem ser vidas de outras vidas...
Contigo meu corpo está presente, mas meu coração ausente...
Vivo minhas ilusões distante da sua realidade
e assim vou vivendo a minha vida
mesmo que entre trancos e barrancos acabo caido
em armadilhas que a vida me apronta
ou é apenas ironia do destino
da carência que minha sensibilidade procura,
procura e não consegue encontrar...
Mas entre uma e outra história vou escrevendo minha vida
e assim consigo sentir um pouquinho de felicidade...
Maura Theobald
04/01/2010
(Meu 1º Poema para o ano 2010)
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