
LEMBRANÇA
A emoção da lembrança pouco importa:
é resto, é cinza, é tempo remexido,
tantas vezes de fato não vivido,
que apenas nos ilude e não conforta!
Norte desencontrado, onde o sentido
revela-se exaurido e coisa morta,
aturdindo a memória e abrindo a porta
de fatos que se quer ver esquecidos!
Rumo incerto, procura indefinida,
sonhos vagos percorre o peregrino,
perdendo as horas caras do presente!
É sorte espúria a espera empedernida,
ilusão de veneno diamantino
de quem não terá mais o amor ausente!
ANTONIO KLEBER
A emoção da lembrança pouco importa:
é resto, é cinza, é tempo remexido,
tantas vezes de fato não vivido,
que apenas nos ilude e não conforta!
Norte desencontrado, onde o sentido
revela-se exaurido e coisa morta,
aturdindo a memória e abrindo a porta
de fatos que se quer ver esquecidos!
Rumo incerto, procura indefinida,
sonhos vagos percorre o peregrino,
perdendo as horas caras do presente!
É sorte espúria a espera empedernida,
ilusão de veneno diamantino
de quem não terá mais o amor ausente!
ANTONIO KLEBER
Nenhum comentário:
Postar um comentário